O termo Dislexia apesar de muito discutido, ainda, causa certo temor entre professores.
A fim de aprofundar melhor os conhecimentos, foi promovido pela Profª. Drª. Gisele Lira, uma palestra sobre o tema Dislexia, com a fonoaudióloga Drª. Lorena Bertucci. Participaram dessa palestra os alunos das Faculdades cathedral do 5º semestre de Pedagogia.
A Palestra foi muito produtiva e, com certeza, muito contribuiu para a formação das acadêmicas enquanto futuras professoras.
Parabéns à todos os participantes.
Sistema educacional reproduz a desigualdade socioeconômica brasileira
Postado por Profª Gisele Lira | 11:26 | 1 comentários »Segundo pesquisas, alunos que trabalham têm notas menores e filhos de mães que estudaram vão melhor, tanto em escolas públicas quanto em particulares. Essas são algumas das conclusões de pesquisa realizada pela economista Ana Maria de Paiva Franco, da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP), divulgada no Diário Oficial de São Paulo desta quinta-feira (16). A economista queria saber qual era o impacto que as condições socioeconômicas do aluno, da família e da escola exerciam sobre o aprendizado. Ela analisou dados do Censo Escolar e do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) de 1.584 escolas públicas e 978 privadas, entre 1997 e 2005.
Segundo o levantamento, o estudante que trabalha tem até 12 pontos a menos em escolas particulares e 7 a menos em públicas. Alunos cujas mães fizeram primário têm três pontos a mais em relação aos filhos de mães sem estudos; e a pontuação se eleva de acordo com o grau de formação da mãe. Segundo Ana, isso rendatem a ver com o fato de que a familiar tem relação direta com o nível de escolaridade materno. O resultado dos alunos de colégios grandes foi inferior ao de estudantes dos demais, o que sugere, de acordo com a pesquisadora, que é preciso chegar a um "tamanho ótimo" de escola: para isso, será necessário haver mais estudos. O levantamento destaca ainda o impacto negativo no desempenho de estudantes que se declararam negros: eles tiveram notas 14% menores em escolas particulares e 6% mais baixas em públicas.
Folha de São Paulo, 17/04/2009 - São Paulo
Sete reitores das cinco regiões brasileiras participarão, com o Ministério da Educação (MEC), das discussões sobre a proposta do novo vestibular unificado para as universidades federais. Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) os nomes dos representantes que vão compor um comitê que definirá as regras da seleção. O grupo terá, além do MEC e da Andifes, um integrante do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e um do Fórum de Pró-reitores de Graduação (Forgrad). Compõem o comitê os reitores Roberto Ramos, da Federal de Roraima (Região Norte), Damião Duque de Farias, da Federal da Grande Dourados (Mato Grosso do Sul, região Centro Oeste), Naomar Monteiro, da Federal da Bahia (Nordeste), Álvaro Prata, da Federal de Santa Catarina (Sul) e Malvina Tuttman, da Federal do Rio de Janeiro (Sudeste). Farão parte também a pró-reitora de graduação da Federal de Goiás, Sandramara Matias Chaves, que preside o Forgrad, e o presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amaro Lins.
“Esperamos ter a primeira reunião desse comitê já na próxima semana”, afirmou Amaro Lins. Segundo ele, o MEC prometeu enviar, ainda esta semana, o termo de referência, documento em que o governo federal explicitará o projeto do vestibular unificado. “Cada universidade deve iniciar, na próxima semana, as discussões internas sobre o novo vestibular. O assunto precisa ser bastante debatido, sem pressão com prazos”, observou Lins. Os reitores das 55 federais se encontrarão, em Brasília, no final de abril (dias 28 e 29), para apresentar o resultado dos debates em suas universidades.
PROVA - A proposta do MEC é substituir os atuais vestibulares pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será reestruturado e passará a ter 200 questões. Com uma nota única, o estudante poderá concorrer a até cinco cursos em cinco instituições diferentes. Estudam nas federais atualmente cerca de 600 mil alunos, segundo Lins. A previsão do MEC é que o vestibular unificado 6 milhões de estudantes, que concorrem a 227 mil vagas oferecidas pelas 55 universidades
FRACASSO ESCOLAR E ESCOLA EM CICLOS : TECENDO RELAÇÕES HISTÓRICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS
Postado por Profª Gisele Lira | 20:11 | 3 comentários »A velha, mas renovada preocupação com o fracasso escolar voltou à cena ao final do século XX e início do século XXI a partir das diferentes experiências e políticas de ciclos e de progressão continuada implementadas nessa última década. O fracasso escolar pode ser entendido a partir de diferentes perspectivas. Sob a perspectiva das políticas educacionais, tal fenômeno tem sido relacionado aos altos índices de reprovação e evasão nas escolas de ensino fundamental em todo o Brasil. Em relação à prática pedagógica e aos projetos político-pedagógicos das secretarias de educação e das escolas, o fracasso escolar tem sido justificado, especialmente, através das práticas avaliativas existentes nas escolas que reforçam as diferenças entre as classes sociais, privilegiando aquelas que têm sua cultura identificada com os currículos escolares. Outras razões foram atribuídas ao fracasso escolar, porém, nesse trabalho, focaremos nossa análise em torno das políticas educacionais - mais especificamente naquelas que tratam dos problemas relativos à reprovação, evasão, distorção idade/série - e das práticas de avaliação. Leia mais
EXPRESSAR AS OPINIÕES PREVINE ESTRESSE E DEPRESSÃO
Postado por Profª Gisele Lira | 18:48 | 2 comentários »Muitas vezes, durante situações do dia-a-dia engolimos alguns sapos e muitos brejos. É comum o indivíduo deixar de falar o que pensa para não prolongar uma conversa, evitar uma discussão ou ainda por medo de não ser aceito nos grupos. Mas, o que muitas pessoas desconhecem são os malefícios que essa ação pode acarretar tanto à saúde como ao convívio social.
Se a pessoa deixa de falar o que pensa fará com que o grupo, onde está inserida, deixe de conhecê-la. Já expressar suas idéias e pensamentos permitirá que os outros a conheçam, além de estabelecer um diálogo. Porém é importante estar atento à conversa para colocar as palavras certas na hora certa, o foco e a atenção devem estar sempre presentes nas situações das atividades diárias.
Deixar de se expressar é omitir-se perante a vida, além de gerar danos à saúde, como por exemplo, o estresse. Algumas vezes, as expressões da comunicação - faladas ou escritas - acabam sendo utilizadas de forma inadequada, mesmo assim é importante expressar-se, pois só dessa forma será possível perceber as falhas, que resultarão em um processo de aprendizagem. O importante é se comunicar e se perceber.
Outro item que pode ser prejudicado é o autoconhecimento, já que a expressão da comunicação é uma via de mão dupla, deixar de emitir a opinião e não se expor faz com que a pessoa não se conheça e deixe de expressar o que pensa e sente.
Entre tantas dificuldades em não se expressar é difícil tornar-se íntimo de uma pessoa que guarda as opiniões para si, pois com o pé atrás, o outro não sabe até onde pode seguir. É importante despertar confiança e ética nos diálogos e aprender a distinguir os momentos de perceber o que é público e privado nas relações. As falhas na comunicação geram frustrações e ansiedades, que precisam ser vistas e revistas sempre por meio de uma análise ou de uma auto-análise.
O medo da exposição sempre tem escondido uma situação mal resolvida, repressão, incompreensão nos relacionamentos e relações complementares, seja no ambiente familiar, afetivo, social, educacional ou público. Por isso vale ressaltar a importância de colocar as palavras certas na hora certa, assim como saber ouvir e ler para saber responder ou emitir opiniões.
São sábias as pessoas que preferem não falar em um momento de explosão ou que não têm conhecimento do assunto. Neste caso, o mais sensato é esperar os ânimos se acalmarem para posteriormente falar do assunto, assim, como tomar ciência ou procurar pesquisar o que é desconhecido para se ter certeza nas colocações. A cautela é muito bem-vinda e expressa sabedoria em analisar as situações.
Desta forma "engolir sapos" não é saudável, os ânimos ficam indigestos, o ideal é respirar profundamente e "contar até três" para então dizer sua opinião, pois as palavras em alguns momentos valem "ouro" e aprender a estabelecer uma comunicação saudável permite aprender a expressar e aceitar os êxitos e as falhas.
Outro fato importante é ter vontade chorar ao invés de falar, a ansiedade do choro tenciona o diálogo, o que faz com que a pessoa seja pega pelas emoções. Os pensamentos, atos e omissões estão sempre presentes na vida. O ideal é refletir, meditar e analisar as situações vividas que não deram certo ou que foram frustrantes, sem dúvidas é um exercício difícil, porém o mais valioso para as descobertas do amor próprio e aceitação pessoal e do outro. Somente assim é possível analisar as situações vividas para observarmos as marcas e falhas que ocorreram e então treinar os papéis de vários ângulos, além de aprender a transformar as falhas em situações de aprendizagem.
Deixar de dizer o que pensa causa tensão e estresse, o discurso fica comprometido, a pessoa sente-se oprimida, que tudo e todos estão contra ela, perde o foco, se desorganiza, apresenta sintomas relacionados a somatização, sente como se estivesse em um túnel sem direção, percorrendo uma via única, quando na verdade deveria restabelecer novos relacionamento e contatos. Neste momento o individuo passa a necessitar de cuidados.
Toda pessoa desenvolve dois papéis na vida, o de cuidar e deixar ser cuidada, quando há descuido de uma das partes, os reflexos do ambiente externo interferem nas ações internas do organismo. Da mesma forma que cuidamos precisamos de cuidado. Essa troca é essencial para que o individuo reaprenda a se amar para cuidar e amar o outro.
Vale uma dica, quando isto acontecer o ideal é procurar auxilio profissional - médico, psicólogo e outros profissionais da saúde - para que sejam restabelecidos o equilíbrio e o bem-estar de uma vida saudável. Somente desta forma será possível olhar para a crise como um momento de descoberta e ampliar os horizontes de vida, readquirindo a energia vital da comunicação com criatividade espontaneidade.
Quando o ser humano deixa de se expressar podem surgir sentimentos como culpa, raiva e medo, que estão interligados com as emoções que são desencadeadas pelos pensamentos, atos e omissões. Essas falhas ocasionam agressividade e irritabilidade e levam a pessoa à depressão e isolamento, que é uma forma de mostrar ao ambiente externo que necessita de cuidado.
A falta de aprendizagem para lidar com esses sentimentos desencadeia ataques verbais e físicos, o que demonstra que o individuo está com dificuldade em lidar com as frustrações, com os limites em relação à crise em que se encontra e pouco equilíbrio emocional para tratar as situações inesperadas. Os sentimentos de explosão ou depressão são ruins e devem ser tratados.
Aprender a comunicar-se é uma arte da qual requer auxílio da sensatez, espontaneidade e criatividade para favorecer o crescimento pessoal e profissional, além de ter transparência política nas ações e reações relacionais.[14]
Madalena Cabral Rehder - psicóloga, psicodramatista, psicoterapêuta didata supervisora pela Abps/Febrap. Coordenadora do NEPSAR - Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama de Santo André e Região. www.mcrehder.com.br
A Educação há tempos vêm sofrendo inúmeras transformações. Muitas escolas receberam computadores conectados à internet e acreditaram que isso seria suficiente para revolucionar o ensino. Entretanto, é necessários que os olhares se voltem para “como” essa tecnologia está sendo utilizada. Aqui está o cerne da questão...
Vamos falar um pouco dos blogs, que há muito deixaram de ser um diário virtual e assumiram funções mais dinâmicas, pela sua facilidade em difundir idéias e produzir conhecimentos.
É aí que, na opinião de especialistas (e minha também),a ferramenta se traduz em uma grande aliada dos professores no processo de ensino/aprendizagem.
Estudos mostram que os blogs podem auxiliar o professor no trabalho com os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, por possibilitar visitas a inúmeros sites, por desenvolver habilidades como coordenação viso-motora, expressão oral e escrita, orientação espacial, percepção visual, dentre tantas outras coisas.
Para Suzana Gutierrez, pesquisadora do Núcleo de Estudos, Experiências e Pesquisas em Trabalho, Movimentos Sociais e Educação (TRAMSE), da UFRS, o interessante é que os blogs permitem que os participantes produzam textos e exerçam o pensamento crítico, retomando e reinterpretando conceitos e práticas. "Os blogs abrem espaço para a consolidação de novos papéis para alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem, com uma atuação menos diretiva destes e mais participante de todos."
Sendo assim, acredito que os blogs podem ser um grande aliado do professor à medida que redimensionam o espaço de sala de aula, reafirmam o diálogo entre ensinantes e aprendentes, permitem uma reflexão coletiva e ampliam a troca de saberes.
Isso é inclusão digital.
Então, pessoal, vamos fazer desse Blog uma ferramenta pedagógica? Aqui será o nosso espaço de aprendizagem colaborativa.
Um grande bj e um excelente final de semana.
Profª Blogueira

